Tem um sangue que passa pela veia
Que pulsa as batidas da bomba central.
Tem um sangue sem mãe nem pai
Sem laços de familiaridade que bate nas veias do corpo humano
Meu corpo, de homem, meu corpo de carne.
Há um sangue que bate sobrepondo batidas
E ofegante faz em mim fuga
Há um sangue em devaneio constante
Alterado de ares, repassado por bombas, esfregado na cara.
Há um sangue que se julga importante.
Sangue que corre para o destino estancado.
Sangue inalterado que forma novas famílias de sangue
Sangue que marca o chão em gotas e laços.
Sangue por alguém derramado de dor exalado
Sentimos em nosso sangue.
Sentimentos de sangue