domingo, 29 de abril de 2012

O cravo e a Rosa

Seu corpo deitado ao lado do meu.
Duas cores e dois rostos.
Seus e nossos. 
Corpos. 
Intenso, intensão. Tensão 
E os corpos se entrelaçam 
e a tal química explode.
Dois corpos cravados em cavo e rosa. 
Dois de um mais um. 
dois de doido. doído.
Sensação, Tração 
e o dia seguinte. 

Os olhos

E os olhos da moça piscavam em uma velocidade frenética.
Era para segurar o choro que iniciava sem numa pressa.
E o tentar conter e o precisar manter e o querer esvaziar.
Eram olhos e lágrimas em uma luta civil.
E as lágrimas unidas a todas forças psico-mecânicas do corpo.
Não vence! Mas, invade vagarosamente a barreira.
E a menina perde, envergando o corpo encostado a parede fria.
Seu corpo vai misturando-se ao chão e as lágrimas.
A menina derrotada quiçá nascerá novamente para outra batalha.
Suas lágrimas secaram.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Jujuba

A mocinha do vestido bonito, meio rodado e meio robusto, nunca soube o que era a jujuba de saquinho, aquela vendida em barraca de doces, no saquinho de geladinho. Ela perdeu essa parte da vida, porque seu vestido amarelo de listas rosa não passava pela avenida. Advertia a mãe: nada de rua! E seus olhos lacrimejando atravessavam milhares de metros e descansavam ao lado de Pedro, menino de olhos pretos, de pele preta, de calça preta e camisa verde clara. Lindo! Cabelo meio castanho escuro e tênis branco. Ele sempre comprava doces de montão e saia com muitas meninas. Ele era lindo. A mocinha do vestido bonito cresceu e foi comprar jujuba. E com cautela pediu todas coloridas, precisava aproveitar o tempo perdido. Com os olhos cheios de lágrimas com o sabor das frutas e um toque em seu ombro se virou e viu o Pedro. Lindo! - Me ajuda a atravessar a rua? Ele pediu sorrindo. E os olhos de Pedro não podiam ver as cores das jujubas. Ela ficou petrificada a frente do belo que nada via. Todo dia ele comprava jujuba de cores iguais e assim sabia a cor pelo gosto da vida. E desvendando-se foi descobrindo as cores que o movia. Sentimento. 

sábado, 5 de novembro de 2011

O rosto

O rosto de meu amor é lindo
Teu sorriso me encanta
Teu olhar as vezes fixo
Teu olhar as vezes trêmulos
Sem significados e cheio deles
O rosto de meu amor é meu
E meu rosto tem o seu
Refletimos com gestos
Sentido e sensitivos
O rosto de meu amor
É o rosto do meu amor

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O som da canção certa

Pedido de casamento nas mãos.
Sensação de...
Coração e palpitação
numa arritimação 
as flores tomavam conta 
com seu cheiro de doçura e de contentamento,
seu dedos felizes tocavam as pétalas e as levava a sentir. 
e os olhos se fechavam a cada inalação do suave perfume
e os olhos se abriam a cada tentativa de captação de real
não acreditava que ali estava 
para ser feliz. 
Institucionalizadamente .
E era isso que queria
Oficializar o seu "eu" amador pelo "teu outro".
e sua felicidade chegava aos
olhos, narizes e peles mais diversas 
de quem se permitia 
naquele momento:
ver a felicidade de amor, deles.! 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

.lo.dl.j.;çoaf

Perdida:
Impulso
Repulso
Solidão
Desejo
Vontade
Língua que manda em língua
E faz dessa língua minha morada indigna
Em maleáveis medos controlados pelo oposto de mim
E na impulsão do corpo, proponho uma arritmia de coração
De corpo e de pernas,
É... faz as pernas acelerarem e correrem
E lá estão os dois amados, um eu e outro ela:
grudados em tom de
Vontade
impulsionado pelo
desejo
repulsor da
solidão
:Achada

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mal olhar

A moça tinha os dedos soltos. Gostava de escrever textinhos no fundo do caderno de arame com capa rosa e folhas amareladas. Era sempre uma agonia sem fim, comia lápis, dizia a mãe. E toda semana ela voltava a dizer: mãe a pró disse que preciso de lápis. Mas a mãe acreditava: vai ser escritora. E assim seguiu a vida. Dias de chuva eram seus prediletos, não saia da cama e ficava escrevendo em quilos de papeis coloridos. Todos os temas ao seu amado, depois a sua amada e por fim de seus egoísmos. Aprendeu a escrever quando falou de si. A Rosalva passou em frente a sua casa. Parou. Olhou e mal olhou. A moça sentira um calafrio na ponta dos dedos que lhe cobriu o rosto e arrepiou todos os pêlos. Pegou o lápis e rodopiava o tubinho de madeira com grafite interno entre o indicador, o médio e o polegar, mas nada do lápis aprumar. Nem idéias tinha mais. E o olhar mal dado lhe fazia tremer. Lembrou quando escreveu de Romeu e de seu Carlos.  Eram dois versos imersos em lágrimas reais, as letras eram postas para secar no varau e logo se lembrou do coração escrito em letras garrafais para sua amada enxergar a distancias kilométricas do seu estar. Lembrou dos braços da ruiva e dos beijos das rosas, sempre espinhas, ainda assim lembrou do mal olhar que foi comido pela moça pelo fazer do encantar com palavras. O lápis aprumou e os lembrares se tornou sua oração. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Essa coisa

Essa coisa de paixão 
surpreende o espírito 
e as dores do corpo transcendem a alma.
Supremacia de ilusões alojadas na caixa da cabeça 
de um específico mundo de sensações
Essa coisa de paixão foi feito para doer, 
porque dizem que paixão é fogo e queima.
Essa coisa de paixão eu sempre me resguardo 
e fujo 
e sem sair do lugar 
me entrego. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As Flores

Subiu a ladeira e encontrou a casa de dona Rosa, onde vende flores. Pediu dois tipos, uma roxa e outra amarela, olho de pomba e margarida. Confidenciou que era presente e que nunca tinha dado a alguém, respirou e falou: -flores. Os dedos tremiam e os olhares transeuntes corava-lhe a face, desviava os olhos e tremia mais os dedos. A caminhada parecia ter aumentado e a ansiedade de chegar para presentear com flores os dois meses de namoro, com dois tipos de flores, por dois dias de dores era angustiante. A chegada e a ausência da “presentiada” a engolia em emoção e a sufocava de vontade. E a magia parecia acabar a cada passo desconfiada. “Para você!”, “estou com tanto sono”. E as flores, lá no fundo do carro, calaram-se em cor e vontade sufocada. Teus olhos fugiam e outras cenas ganharam destaque. Enfim, feliz dois meses.!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sangue cortado

Tem um sangue que passa pela veia
Que pulsa as batidas da bomba central.
Tem um sangue sem mãe nem pai
Sem laços de familiaridade que bate nas veias do corpo humano
Meu corpo, de homem, meu corpo de carne.
Há um sangue que bate sobrepondo batidas
E ofegante faz em mim fuga
Há um sangue em devaneio constante
Alterado de ares, repassado por bombas, esfregado na cara.
Há um sangue que se julga importante.
Sangue que corre para o destino estancado.
Sangue inalterado que forma novas famílias de sangue
Sangue que marca o chão em gotas e laços.
Sangue por alguém derramado de dor exalado
Sentimos em nosso sangue. 
Sentimentos de sangue

domingo, 14 de agosto de 2011

Falar de quê?


Quer falar de amor?
Então, falemos.

Poemas agora
Flores à noite
Beijos em segundos
Cama em seguida
Fudeu e comeu
Partida!
È hora de ir!

Quer falar de amor?
Então, falemos.

Amo intensamente
Respiro teu oxigênio
Cuido e vivo
Esqueço o tempo por
beijos e beijos
Longos e demorados beijos.

Descubro teus segredos
Me torno mais que amiga
Continuo sem pressa
Me stresso e brigo.

Abraços longos, bem longos e
Beijos gostosos sem nada falar
Escuto teus olhos:
“Te amo”.

sábado, 16 de julho de 2011

Poesia e seu gosto


Eu gosto de poesia...
Só não sei vivê-la
Tenho problemas com ela
Ela me consome e me fode
Me suga e foge.
Poesia malandra e sem sentido.
A poesia nem tenta ser minha amiga
Porque quando gosto dela
Eu a exponho para outros
Ela se irrita e some do mapa...
Eu a dividido e fico rasgada
... e perdida
Sem o menor sentido de vida...
E nem poesia.

sábado, 2 de julho de 2011

Morango

Riscou um beijo no rosto
Era meu rosto
Era o seu beijo
Singelo e sem saber se sincero
Era um beijo que começava
E terminava muitas coisas
Era um erro e um acerto
Em uma jogada dupla e única
Era meu pedido
Era meu sentido                 
Era...


2009. Jan

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Gestos

Sou moça de gestos
os vendo com preços variados
a cada pessoa e a cada verso
me vendo sem muito sarcasmo


Dos gestos populares 
vendo a um preço mais barato
dos outros requintados faço valores mais salgados


Um beijo e um abraço não passa de cortesia
Uma transa e um amasso é apenas alegoria


Quero ver quem melhor paga 
por um silêncio atordoado e por noites
em claro de febres, alheias, mal curadas 


Quem paga por gesto de amar sem ser amada 
de cada noite em madrugadas de frio e medo
por não ter nada mais que receio do viver


Quem melhor paga por uma abraço 
depois do almoço e antes do jantar, assim,
do nada. 


Carinhos sem compromisso de mais tarde 
fazer uma transa forçada por ser mulher
de cartório em carta passada.


Sou a moça dos gestos profundos
e faço dos passos e da dor meu espaço
de viver, e pago.
Pago bem pagado com gestos e sussurros
de um bem estar.

domingo, 19 de junho de 2011

Oração

Para Erica Araujo

Peço em súplicas de egoísmos
ferrenho
do meu peito abandonado e dissolado por tua falta,
que voltes e retornes a seu posto matre de senhora majestosa.
Peço-te, senhora criatividade, 
seu regresso ao peito perdido, aos lábios sabidos, e aos dedos da poeta, 
dona de ti.
A saudade causada por tal ausência, infame, me come e
me suplementa em mais saudade ruidosa e roeidora,
de insuficiência e desejos completados apenas por ti.

domingo, 12 de junho de 2011

Amarelas (confusão de vozes)

Trouxe a mão cheia de rosas.
Os espinhos a rasgou
Pensou na mulher que lhe esperava.
Estava ao encontro do amor.
Nunca amara ninguém, nem Amélia.
Resolveu desistir e continuou
O caminho estava ficando cada vez mais vermelho.
Se apaixonou com a cor das rosas que saiam de sua mão.
Entrou.
A porta fechada se abriu.
Ela saiu tão desesperada em cuidar de mim
Eu, ainda tentando lembrar onde estava
Dormir em teu colo e o sangue que escorria de minha mão era cuidado por ela.
Caminhei dois mundos pra vê-la
E quando vi, meu corpo gritou e minha alma fugiu de mim
Mas, era amor. O meu amor.
Era seu amor.
Era a pessoa que fingia ser
Que doeu minha dor em me ver.
Sufoquei em seu beijo.
E continuei a ti amar.

domingo, 5 de junho de 2011

Assalto

Mínima janela de vidro
Olho no olho
Corpo escondido e confuso
Um traço de certeza e dois traços de medo

Era chave de cadeia
Ouvia, andava, balançava
Do som cada vez mais crescia o tilintar

Pânico no peito observado
Da janela de olho
Mão e maçaneta: Bastava girar
Girou
E entrou com rosas
Vermelhas rosas

Beijou a face
Sussurrou declarando o assalto
Despojada ou desposada
Despida
Enfim, roubada.

Há um poema na ponta da língua que resiste em pular para este mundo de humanos.
Há uma ilusão na ponta da mente que resiste em chegar aqui neste antro
Há apenas um há, desse que usamos para existir
Há apenas um há, daqueles que usamos para rimar
Há apenas um senso, que não é meu, mas que me força estar aqui.
Há se apenas houvesse um A, para as coisas que ainda haverá de vingar.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Certa vez

Certa vez, conheci alguém e tudo passou a ser lindo.
Certo dia, esse alguém pediu que eu me afastasse
Certa hora, esse alguém disse adeus.
Eu, insólita, implorei rever e requerer
Mas, esse alguém já não gostava de mim
E esse alguém me prendeu descaradamente em sua mente.

Outra vez, prometi não mais querer esse alguém
E outro alguém tardou, porém chegou.
E partiu, 
e deixou outro alguém chegar que também partiu.

Certa noite, resolvi escrever estes versos
E nesta vez não há um alguém para perder
Apenas há os alguens que posso ter.

Palavras Bordadas


Sua possibilidade era limitada. Precisava de tintas ou de códigos binários.
Escrevera uma carta de amor para mim. Quando o vi, seus olhos pareciam vazios.
Lábios secos, mãos trêmulas e era magro. Grande e magro de pernas não muito finas. Porém, compridas, o que lhe aumentava o corpo. Sentei no banco da praça e esperei que chegasse a mim e ele vinha caminhando vagarosamente, não tão longe. O observava. Algo lhe preenchia as mãos, talvez alguma pasta ou papel. 
A Praça da Piedade enchia de gente por causa do horário. Quase 17horas, perto do horário de comer pãozinho de queijo. Ele chegou perto de mim, não disse uma só palavra, apenas abriu a pasta e tirou um cartão. Tomei entre meus dedos, era rosa de borda dourada. Li letra por letra. Sim! Letra por letra para saborear o sentimento que ali estava expresso e misturado, como aqueles cafés deliciosos que acompanhavam bolinhos. 
Lágrimas brotaram de meus olhos. Ele era jovem de alma velha, era homem de corpo jovem, era feio de mente comestível. Era escandaloso de delicioso, era tão humano que eu duvidava. Apenas olhei para ele e pedi, pondo meu dedo indicador em seus lábios de leve, que nada falasse. Ele assim o fez, pois não sabe falar por palavras faladas. Apenas escritas, desenhadas, bordadas cuidadosamente. 
Sem limitar, sem impedir-me de nada. Entrelaçou seus dedos magros e compridos aos meus dedos magros e também compridos. Um calafrio na espinha. Beijou-me a face levantou-se me levantando, nos levantamos. E assim, ele me levou sem nada falar nem nunca falar. Apenas sentindo as palavras escritas, bordadas e desenhadas.

domingo, 22 de maio de 2011

Em tom "soul"


Um som azul 
tomou conta de ti,

Plácida e translusente 
ficastes ao meu lado

Eu, pálida e feliz, me resumia 
em fragmentos possíveis 
de ser formulada por você.

Uma nostalgia sem tamanho 
me engolia e você,
mais perto de mim ficava.

Tua risada de lado 
e tuas palavras 
de fato me faziam falta.

Me dei conta 
de tua presença ausente 
de meus ilusórios 
espaços demarcados

E daí percebi que 
nem sei se você está viva.
nem sei por onde você anda.

E o teu som azul 
tocou em mim 
azulando-me completamente.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Corpo

Sensibilidade toca meus olhos
Ringe meus dentes e esfria meu lábio superior

Meus dedos esquentam a partir do sentir

Sensibilidade sensitiva da alma
Estronda minha voz e ecoa meu ranger

Eriça os pêlos de meus braços em te ver

Sensibilidade saliva minha boca
Me encontro meio solta como um bailar

Meu nariz resfriado por tanto cheirar

Sensibilidade me transporta por terras
Me encolhe as sobrancelhas e surda meus ouvidos

Recorta minhas frases em palavras
Curtas e sem sentido.

Sensível. 

domingo, 8 de maio de 2011

Em um escuro blu(e)

Gosto de ficar pendurada no telefone

Mesmo sem nada falar. Gosto de ficar lá, sorrindo de um lado.

Às vezes te ouvindo, às vezes de olhos fechados.

Às vezes não te ouvindo, às vezes de olhos abertos.

Porém, lá. 


Gosto mesmo é de ficar lá.

Diferente de você que me materializou pela voz,

Eu tento te desmaterializar para poder ter-te assim:

Por presença, por vontade, por gosto de estar.

Como se fosse possível te sentir por poros, além da voz.

Um sentir que as vezes se confunde com o possível de ser.

Que te irrita por ainda não ter sexo, transa, trepa e amor.


Um sentir que me da gosto de continuar sentindo.

sábado, 7 de maio de 2011

Cronicas!

Tinha necessidade em declarar. Ela precisava subir no palanque com flores e plumas vermelhas ou de qualquer cor que lhe desse brilho de estrela em destaque. Precisava gritar na língua iorubá para se proclamar. Negra. Precisava registrar-se em documentos oficiais. 


Negra.

E por isso resolveu dançar
E os preceitos aceitar
Para Negra se tornar.

A natureza que fez de si ilusão de culturas, nascendo qualquer coisa, vivendo católica torta e tornando senhora que precisa Ser. Dentro da semântica verbal de torna-se um Ser real. Resolveu. Seria Negra. Fez o fantoche de animação pôs nos dedos da mão e começou a encenar. Era Negra de conduta curta, andava em baile e não fazia outra menção. Sua declaração: Negra. Era Negra pela necessidade convencional de ser. E cada parte da cartilha seguia. Ouriçou os cabelos, fez Black. Usou roupas de gueto, fez reggae. Foi ao Candomblé. Fez rap. Passou pelas Cotas, foi Mestre. Largou tudo isso de convenção.

Concluiu que negritude só depende de ação realizada no diário
do dias pós dia
seguido pela consequência e sequência do cotidiano.

Identidade feita com marcas de atos e palavras.  

domingo, 24 de abril de 2011

Momentos desejados

Perdida na construção de ti
Parede sem reboco
Cimento a bater.


Teu rosto sendo refeito
A cada foto em foco
Que insisto em ver.


Pretendo te consumir
Em meus sentimentos
Te possuir em meus momentos
Do só olhar,
E só tocar.


Pretendo uma casa como de amigos
Construção de um abrigo
Para um bem estar,
Quando contigo!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sensações

Do som que ecoa como voz
Dos lábios virgens aos meus

Da força que me toca atroz e algoz
De um Eu, não conhecedor teu

Da sensação de querer contigo estar
Do não ter medo de esperar

Da incerteza
Da pureza

Da vaidade em vaideza!
Do você em mim,
Em um psicológico consciente acontecer!
De sentidos palpáveis a viver.

sábado, 16 de abril de 2011

De Você

Esqueço do ontem
Poucas cervejas mórbidas em minha mão

Era aquele sentimento
Aquela reação de nada...

Nunca estive em um quarto tão frio quanto aquele
Sentia-me em uma prisão miserável que gostava
E odiava ao mesmo tempo.

E em atitude sem igual reagia em loucura
Quieta! O tempo todo.

Fechava os olhos e...
Tinha pesadelo de curta metragem

Voltava para mim: “Que vive sonhando de mais com conto fadas”
E como uma frase que perde o sentido e sintaxe:
Pronunciava o nada
Nem falava

Senti bem perto
Era um Dejavú
Recusei lembrar
Calma, calma

Pedia calma com mais nervos que o normal
Excreção de dentro pra fora

Era um beijo no rosto
Uma caricia no rosto

“O mundo tá lá fora”
E tava mesmo

Tudo claro e acordei
O mundo se ajeita em sonho
O caminho sonha
Acordo aqui em casa.